Backup e recuperação de desastres são comumente confundidos e tratados como a mesma solução. Isto está errado!

Sabemos que se tratam de assuntos diferentes. Por conta de o backup on-line ser um serviço off-site, é frequente o erro em tratá-lo como sinônimo de recuperação de desastres.

É comum as empresas contarem com ferramentas de backup de dados, porém, apenas o backup não garante a segurança das informações que uma empresa necessita. Já o plano de recuperação de desastres possui outros componentes fundamentais para a continuidade do negócio que, na maioria dos casos, não são encontradas em uma solução de backup de dados.

Neste artigo, mostraremos a importância em saber qual a diferença entre os conceitos para que sua empresa não faça a contratação de um serviço inadequado às necessidades e coloque a continuidade dos negócios em cheque. Abordaremos 05 critérios fundamentais para que você possa entender a diferença entre backup e recuperação de desastre de dados:

1 – Nível de serviço:
Os backups geralmente ocorrem uma vez por dia e à noite, então seu RPO pode ser de 23 horas! Ao proteger aplicativos de missão crítica, a perda de dados de 23 horas não é aceitável. Sem qualquer ação de recuperação, o RTO também será significativamente maior. Reconstruir uma máquina virtual e tudo o que acompanha isso pode demorar dias. A partir do disco, pode ser um pouco mais rápido – algumas horas.

2- Impacto da Aplicação:
Os backups ocorrem à noite porque fazer uma cópia de um aplicativo e seus dados drenam a CPU no servidor. Se você precisar de RPOs mais agressivas do que 23 horas como indicado acima, isso significa que você precisa criar cópias com mais frequência. Isso é possível, mas à custa da CPU. Isso afeta significativamente a produtividade do usuário final.

3 – Recuperação Automática:
Construir um ambiente a partir de um backup, especialmente um backup em fita, é extremamente demorado. É por isso que os RTOs são tão longos. Com uma solução de recuperação de desastres de classe empresarial, todo o processo de recuperação pode ser automatizado.

Para aplicativos de missão crítica, todo esse processo deve demorar apenas alguns minutos. Este é um nível de serviço muito diferente de uma solução de backup. Além disso, um processo automatizado é um processo infalível, uma vez que cada passo manual que é introduzido é uma oportunidade para um erro.

4 – Retenção:
Os backups normalmente são armazenados por muito tempo para fins de conformidade e auditoria. As informações de recuperação de desastres são armazenadas por horas ou dias. Além disso, para um backup, você terá apenas um instantâneo da aplicação e dos dados.

Para uma solução de recuperação de desastres de classe empresarial, você terá vários pontos no tempo para failover, apenas no caso de o último ponto-a-tempo estar corrompido.

5 – Replicação reversa:
No caso de um desastre, uma vez que um aplicativo é disponibilizado em um site, deve-se estender a proteção desse aplicativo para incluir novos dados a serem criados.

No entanto, você deve certificar-se de que este aplicativo continua a ser protegido à medida que os usuários criam dados adicionais. Uma solução de backup não começará a fazer backups e enviá-los de volta ao site de produção. Uma solução de recuperação de desastre assegurará que o aplicativo ainda esteja protegido pela replicação para o site de origem.

Fonte: Disaster Recovery 101 – Zerto

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